Communication is so hard...

Não importa qual é o seu nível de inglês, mais dia ou menos dia você vai ter dificuldades de expressar alguma coisa. Seja falta de vocabulário, nervosismo, estruturar as idéias em português e "passar" para o inglês, vai chegar uma situação que você vai olhar para o seu interlocutor e vai enxergar um enoooorme ponto-de-interrogação bem no meio da testa do indivíduo e vai pensar ou falar baixinho: "Meu Deus do céu, como fazer esta criatura entender o que estou dizendo??"

Acabei de passar por isto num lugar onde supostamente eu deveria ser ajudada... Faço aula de writing, mas é obrigatório uma vez por semana ir até o Writing Center, onde a gente senta durante meia hora na frente de um indivíduo que vai ler os seu papel e dar opiniões e sugestões de melhoria. Pelo menos era o que eles deveriam fazer, mas ao invés disto, eles ignoram os seus erros gramaticas, de spelling. Exigem a estruturação do texto e adoram a pergunta: "o que você quis dizer com isto?". Claro, as sugestões sempre melhoraram os textos que escrevi, mas depois que eu dou uma terceira revisão, vejo cada erro bobo que eles fingem que não vêem.

Hoje foi a pior de todas as situações. O cara ficou olhando pra minha cara, no maior silêncio. Eu não tava muito a fim de ir pra lá, então o meu inglês travou também. Má vontade do lado dele, preguiça do meu lado e aí a comunicação ficou impossível. Odeio o jeito que eles olham pra mim... sim, sou estrangeira e o meu sobrenome não nega que sou latina. Não me importo. Tive a oportunidade de ler os textos dos meus colegas de classe e sem querer me gabar, o inglês deles podem ser melhor que o meu (pelo motivo óbvio), mas as idéias escritas... tenho a impressão de que foi uma criança de 10 anos quem redigiu aquilo ali.

E aí bate uma imensa frustração... porque não consigo expressar o que está na cabeça, no coração. Sou tantas vezes incompreendida e por saber disto, muitas vezes fico quieta, sem dar a minha opinião, sem fazer um comentário. Por causa da limitação da língua, alguns americanos acham que a gente é burro, ignorante, só porque viemos de um país de terceiro mundo. Parece que não temos cérebro, idéias, convicções, objetivos. E isto dói. Ofende, mas às vezes é até melhor deixar eles pensarem o que quiserem, eu só olho de canto de olho e dou risada. EU SEI quem eu sou e o meu valor, mas a dificuldade de expressar idéias às vezes é frustrante, muito frustrante.

Como au pair eu nunca tive problemas. Nem para ler bulas de remédio, produtos de limpeza, preparo de comida, os emails e recados da minha host. Para viajar, conversar com policial, aeroporto, pedir informação, pegar transporte público, dar direções, solicitar comida no restaurante e até mesmo dar informações, nunca tive problemas.  O que realmente é complicado é quando você senta com alguém e tenta discutir idéias, dar a sua opinião, sua visão das coisas. Eu tenho uma amiga que fala 5 idiomas e às vezes manter uma conversa com ela é complicado. Ela não lembra das palavras, e perde a paciência com ela mesma. Sempre sorrio e falo pra ela tentar explicar e a gente acaba se entendendo. Não é fácil, mas vai melhorando aos poucos. Falar de sentimento então é pior ainda. Por isto que eu nunca demonstro que muitas vezes prefiro ficar com certas coisas só para mim. Se é complicado às vezes expressar sentimentos em português e fazer com que as pessoas entendam, imagine em outro idioma...

Talvez este post ajude as meninas que ainda estão se perguntando se conseguirão se virar com o inglês aqui. Se virar, todo mundo se vira, até se você só conseguir falar: "The book is on the table.". Tem que aprender a lidar com a frustração de ser rotulada, mal-interpretada e não ser várias vezes entendida. Ter calma e rir dos próprios erros e tentar sempre, sempre melhorar. Estudei inglês durante 5 anos e aqui eu continuo estudando e sei que ainda estou longe, muuuito longe de ter um inglês perfeito há muito o que aperfeiçoar.

Eu não desisto, isto nunca! Um dia eles vão ver quem é a brasileira com sotaque parecido com francesa (já me disseram isto várias vezes, até hoje não sei pq!) tem a mostrar e a falar para o mundo. Um dia chega a minha vez e não será a barreira da comunicação que vai impedir o meu crescimento!

Fim do desabafo.

Beijinhos!

Postado por Li às 00h49
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A fresh start...

Pois é...

Hoje a minha host não foi trabalhar e assim que ela chegou da rua, disse que uma LCC tinha deixado um recado no telefone dela, para eu retornar. Hmmm, isto é bom sinal... significa que o meu application finalmente ficou online! Anotei o telefone dela e liguei, ela foi muito simpática, perguntou se eu realmente tinha me dado bem com a minha família, se eu conseguiria dar conta de 3 crianças... sim, a família é composta de 3 crianças e eu disse que gostaria de conversar com a hostfamily primeiro, saber como seria a rotina, como são as crianças e etc.

20 minutos depois estava eu falando com a a "pretendente" a hostmom. Deu frio na barriga, muito, muuuito mesmo. Não sei se pelo fato de eu ter ficado meio assim, principalmente pela quantidade de crianças e porque a mãe é chinesa, a vó mora em casa, e ela trabalha perto, mas está sempre em casa, o horário é bagunçado, trabalho aos sábados de manhã... a conversa simplesmente não fluiu. Ficou algo mecânico, eu tentei perguntar sobre as crianças, mas parecia que ela não estava a fim de papo. Não me perguntou muitas coisas também e aí veio com um papo no final da ligação dizendo que queria uma au pair para ficar 2 anos e que vai ter que pensar muito, já que eu estou renovando. Para mim isto foi o bastante para saber que não vai rolar o match, mas eu não estou triste por causa disto não.

A única coisa boa é que a família é onde a família mora, mas isto pra mim não é fator decisivo. Desliguei o telefone e vi a minha host, a bebê e deu uma imensa vontade de chorar. Porque eu não queria ter que procurar uma nova hostfamily, porque eu pensei que fosse ser bem mais fácil escolher a segunda do que a primeira, mas não tenho mais tanta certeza  assim. Eu tive e estou tento um excelente ano. Amo a minha bebê, meus hosts me trataram super bem, com liberdade, respeito, tenho feriados e fds off, praticamente um apartamento à minha disposição... e sei que vai ser difícil ter tudo isto novamente, apesar de eu ter muita fé de que isto será possível.

Agora é oficial e eu nem posso ver malas na minha frente que já dá aquele aperto no coração... mas a vida é assim mesmo e são nestes momentos que a gente amadurece. Vamos ver o que acontece...

Beijinhos!

Postado por Li às 20h03
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Thanksgiving and more one adventure...

A semana passada passou que eu nem vi... aliás, alguém pode me dizer onde foi parar novembro?? Não acredito que no final da semana já será dezembro e como disse para a Kati... dezembro tem apenas 4 dias: o primeiro, 24, 25 e 31. :P O resto a gente nem vê...

Thanksgiving foi legal, fiquei com a minha família e fomos almoçar na avó da minha host. Graças a Deus não tinha muita gente lá, mas mesmo assim eu não conversei muito porque todos estavam com a boca muito ocupada . Como eles comem viu! Eu experimentei de tudo um pouco, até comi a famosa "Pumpkin Pie". Gostosa, bem docinha e gelada... depois do jantar na casa da avó passamos na casa dos pais do meu host e de lá, eu ainda arrumei coragem pra dirigir e ir até a casa da Kati para comer a segunda sobremesa... e valeu a pena porque tinha um bolo de chocolate maravilhoso lá!

Black Friday que é a sexta-feira após thanksgiving eu trabalhei só algumas horas... olhei pela televisão a correria nas lojas, no thanks! Mesmo se eu quisesse comprar alguma coisa, o dinheiro está contadinho! Arrumei as minhas malas e no final do dia estava eu de mochila nas costas rumo à NYC. Aproveitei que juntamos companhia, coragem e dinheiro e fomos para Washington DC no final de semana, mas antes eu aproveitei que tinha a sexta-feira livre e fui para o culto de jovens da Times Square Church que acontece às sextas-feiras. Valeu muito a pena, espero ter a oportunidade de voltar agora num culto regular num domingo antes de eu me mudar.

Encontrei com as meninas e fomos jantar e depois pegar o ônibus rumo à DC. Por questões de economia e aventura, pegamos o ônibus 1:30 da manhã, assim chegaríamos lá às 6:00 e poderíamos aproveitar dois dias inteiros e pagar apenas uma diária no albergue. Idéia da Zoia, que depois foi a primeira a se arrepender, pois tinha um tiozinho no banco de trás que roncava tanto que nem deixou as meninas dormirem. Digo as meninas, porque eu dormi que até sonhei. rsrs.

Sem maiores lenga-lenga, Washington DC é uma cidade limpíssima. Sabe o que é limpíssima?! Limpíssima! Nem folhas eu vi no chão. Uma cidade bonita, eu gostei, a Kati ficava dizendo toda hora que parecia Brasília, eu não posso opinar pois não conheço a nossa capital ainda. Quem disse que dá para conhecer a cidade em dois dias, é porque foi pra lá só para tirar fotos em frente aos monumentos e voltou para casa. A cidade oferece muita, mas muuuuuuuita coisa para fazer, vários museus todos gratuitos, zoológico gratuito e o aquário por apenas 5 dólares. É muito fácil caminhar pela cidade se você tiver um mapa, vale a pena comprar o bilhete para uso durante o dia do metrô, pois usamos muito!!!

Todos os monumentos são muito bonitos, aquela parte do Lincoln Monument é deslumbrante... vale a pena ir visitar! Fomos no Arquivo Nacional e pudemos ver a Constituição, Declaração da Independência e o Bill of Rights (fugiu o nome em português) originais! Verdade é que no domingo à noite quando cheguei em casa completamente cansada, estava trancada do lado de fora de casa. Liguei para o meu host, toquei a campainha e nada... aí tive a idéia de ficar chamando o nome da nossa totó e ela fez tanto barulho, mas tanto barulho que conseguiu tirar o meu host da cama .

Quanto ao processo...

Bem, hoje eu recebi um email que me deixou um pouco estressada que foi cobrando os documentos da faculdade que eu já havia enviado na semana passada. Enviei novamente por email e liguei para confirmar o recebimento e se tudo estava ok. A moça disse que muito breve o meu application vai ficar online e ela perguntou novamente se eu tinha preferência para ir para algum lugar do país.

E como sempre na vida de au pair... tenho que esperar.

Estou impressionada aqui como o pessoal está animado para o Natal, mas é uma empolgação muito diferente da nossa... a maior preocupação deles é nas compras dos presentes. Não se fala em outra coisa na TV, nas conversas entre as pessoas... o engraçado é que em todo lugar que vou, está tocando músicas natalinas, algumas casas já estão decoradas, árvores de Natal sendo vendidas... ai ai...

Bom, eu acho que de novidades era isto... agora eu preciso de um tempinho ler os blogs e saber o que anda acontecendo por aí.

Beijinhos!

Postado por Li às 02h07
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Extending my au pair program

Eu não consigo acreditar no que está acontecendo... juro!!!

Acabei de preencher o application online para a extensão do ano como au pair. O meu coração está quase saindo pela boca, tamanha a ansiedade, porque agora É REAL, VOU FICAR MAIS UM ANO!

Pela minha agência a coisa funciona da seguinte maneira... você pode preencher a papelada e mandar pelo correio os formulários (sai foraaaaa!) ou logar na extranet e clicar apenas um botãozinho e começar a preencher online, e foi esta, claro, a minha opção.

O application é muuuuito simples, nada comparado com aquele que a gente preencheu a primeira vez. São 4 telas com apenas algumas perguntas. Na primeira dá a opção de você escolher se quer extender com a sua atual hostfamily ou mudar. E aí você escolhe o tempo de permanência que são 6, 9 ou 12 meses. Depois eles perguntam se você aceitar mudar de região.

A segunda tela você precisa colocar as informações dos cursos onde você obteve os créditos, aí precisa colocar o nome da instituição, nome do curso, quantidade de horas/créditos e data de conclusão dos mesmos.

A terceira tela você precisa informar quem é que vai pagar a taxa de inscrição no valor de 198 dólares. A família não é obrigada a pagar, pois a taxa refere-se à sua extensão, mas algumas famílias aceitam fazer o pagamento, então você informa se quem vai pagar é você ou a família. Como eu quem vou pagar, aparece a tela para preencher as informações do cartão de crédito a ser cobrado.

A quarta e última tela você coloca informações sobre a sua experiência como au pair. Você responde perguntas sobre direção, se dirigia as crianças, qual a frequência, se você se sente confortável dirigindo aqui. Aí você faz um resumo da sua experiência com as crianças atuais. Depois você escreve uma carta descrevendo você mesma, quais suas perspectivas para o segundo ano, quais suas qualidades e talentos, o que você mais gostou durante o seu primeiro ano de participar com a família e com as crianças. ´Você pode também anexar fotos ao seu novo application, eu fiquei pensando, pensando e pensando e resolvi colocar 3. A do Elmo aí embaixo (hehehe), uma com a bebê quando eu cheguei e uma nossa mais recente.

Aí você seleciona um botãozinho dizendo que você está ciente que a sua hostfamily e também a sua LCC irá escrever uma carta de referência sobre você e aí... tchauuuuu application!!!!!! Deu uma sensação de euforia e alegria ao mesmo tempo...

Em seguida enviei um email para a agência com os comprovantes que a faculdade me deu que eu havia terminado um curso e também que estava cursando o outro e enviei um email também para a responsável de matches da agência, já avisando a região que eu gostaria de ir. A minha surpresa é que ela respondeu 4 minutos depois perguntando quanto tempo eu pedi para extender e se eu tinha experiência com bebês. Respondi correndo, ansiosa e digitei umas 3 palavras erradas, mas acho que dá para entender.

Agora o meu status aí do lado vai mudar e eu estou esperando também a minha nova família. Esta escolha será muito diferente da primeira, porque tem a diferença de você já saber como funcionam as coisas por aqui, e agora eu tenho também uma referência de hostfamily - que por sinal é ótima! - então tem que tomar cuidado com a comparação. Nesta etapa a coisa mais importante é ter consciência do que você quer e o que é mais importante para você, eu já tenho em mente a quantidade máxima de crianças, onde quero morar, as regras da casa que são aceitáveis e por aí vai.

Eu sei que a minha futura hostfamily está por aí, agora só esperar para a gente se encontrar... manterei vocês atualizadas.

By the way, sobre a taxa de inscrição para extensão, haverá um aumento no final deste mês para 236 dólares. Ouvi muitas meninas reclamando dizendo e algumas disseram que as agências delas não cobram este tipo de taxa. Sei lá, a taxa não é da agência, mas cobrada pelo Departamento de Educação responsável pelo programa Au Pair. Uma coisa eu sei, as agências trabalham de forma diferente nesta questão de pagamento, estou dizendo o que está acontecendo com a minha.

Coração está apertado, porque agora mais do que nunca é contagem regressiva e já está me dando uma eeeeeenoooooooooooooooorme saudade de tudo e de todos por aqui e pensar que vou ficar longe de NYC... snif, snif...

Beijinhos!

Postado por Li às 23h32
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Birthday Party!

Sem dúvida esta era a festa que eu mais estava esperando ver... porque se a minha host é a Barbie, não conseguia imaginar como seria o primeiro aniversário da bebê. Todos estavam ansiosos, muito ansiosos. Primeiro pensou-se em chamar apenas a família e fazer algo em casa, mas como os amigos dos meus hosts tem bebês, ficaria chato não chamá-los também. Apesar da bebê nem se dar conta do que estava acontecendo, não podia passar em branco porque todos ao redor queriam celebrar o primeiro ano de vida dela, então a festa de aniversário foi marcada num restaurante italiano. Achei meio estranho, muito formal, mas é que eu não sabia que aquele restaurante tinha toooooda uma história na vida dos meus hosts, principalmente do hostfather. Era o restaurante que os pais dele levavam ele e a irmã quando ainda eram crianças para almoçar aos domingos e também onde aconteceu o primeiro date dos meus hosts... olha que coisa mais fofa! Não podia ser lugar mais perfeito para a comemoração.

Ainda bem que a Kati estava comigo, porque eu fiquei completamente perdida. Conhecia praticamente todo mundo lá, mas eles ficam conversando entre si e tinha que escolher uma mesa para sentar, acabei ficando perto dos meus hosts, mas numa mesa com um tio do hostdad e o sócio dele com a filhinha. A comida estava boa, apesar de eu só ter tido tempo de comer pizza e tomar um pouco de refrigerante, conversei com bastante gente e os amigos dos meus hosts que eu sempre vejo aqui em casa, nestas horas sofrem de amnésia profunda e fazem a maior cara de "Vem cá, eu te conheço??" quando eu os cumprimento... também... quem é que vai lembrar do rosto da babá ?

Por fim, chegou a hora que eu mais estava esperando... heehehe, meus hosts alugaram a roupa do Elmo para entreter as crianças da festa. Eu me ofereci para vestir, porque sabia que iria ser diversão garantida. Aí no sábado eles me disseram que o avô da bebê iria usar e logo pensei que se a roupa tinha servido nele que tem quase 2m de altura, não iria servir em mim, mas assim que eu cheguei ao restaurante, ele me puxou de lado e quase implorou para eu colocar a roupa, porque ele sentiu fobia dentro da roupa, eu morri de dar risada e disse que estava tudo bem. Então depois do almoço, eu e a Kati fomos ao banheiro para colocarmos a bendita da roupa e olha, como eu disse, foi diversão garantida, apesar de 2 crianças chorarem, chorarem e eu claro fiquei bem longe delas, pois não queria ser responsável pelo trauma de ninguém, havia uma menininha que me seguia para todos os cantos e um garotinho que me abraçou e não queria me largar mais. A aniversariante a princípio chorou, mas depois gostou da brincadeira de ficar apertando o nariz do Elmo. No final, Elmo saiu feliz e contente e todos, inclusive os adultos, não paravam de dar risadas, e eu não sabia se era da minha cara ou porque eles estavam se divertindo mesmo. Depois todos elogiaram dizendo que eu tinha feito um "great job" e a minha host me falou que ficou impressionada o quanto eu sou boa com crianças...

Comemos bolo, e começamos a esvaziar o salão do restaurante, porque sim, festa de aniversário aqui tem hora para começar e hora para terminar.a Fiquei responsável por levar o carro do meu host para casa, lotado de presentes. Foi a primeira vez que dirigi numa estrada aqui de alta velocidade, que é chamada de Parkway. Eu evitei ao máximo, mas não tinha jeito de voltar para casa que não fosse por lá, então pedi pra Deus proteção e fui seguindo o tio da bebê que lógico, não perdeu a oportunidade de tirar sarro da minha cara por estar dirigindo "devagar" (leia-se devagar, dirigindo no limite de velocidade estipulado).

Chegamos eu e a Kati só o pó em casa, e aí fui levá-la para casa dela, e chegando lá fizemos brigadeiro pois tínhamos prometido para a host dela e um dos meninos até ajudou a enrolar as bolinhas.

Como era de se esperar há muitos,  mas muuuuuitos presentes para a bebê : roupas, brinquedos, dinheiro para a faculdade... meus hosts até fizeram uma lista associando o presente ao nome de quem deu. Esta semana será curtinha porque terá o feriado de Thanksgiving e eu estou ansiosa para saber como será o jantar... claro que eu vou levar a minha máquina fotográfica para pelo menos tentar registrar o momento e quem sabe desta fez tirar uma foto decente com os meus hosts e a bebê.

Ah, só para matar um pouco a curiosidade, tinha que ter a foto ilustrando o post!

Beijinhos!!!

Postado por Li às 13h54
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9 months with my hostfamily - Happy birthday my baby girl!

Hoje é uma comemoração mais do que especial... além de eu estar completando 9 meses com a minha hostfamily é o aniversário da minha bebê!!! Não dá para acreditar que ela completou 1 ano de vida! Parece que foi ontem que recebi email do meu host dizendo que ela tinha nascido!!!

O dia foi mais do que especial com certeza! A acordei cantando parabéns e enchi ela de beijinhos, mas a vontade era de morder, lógico! Peguei-a e ela colocou a cabeça no meu ombro e fiz uma oração para que Deus continue abençoando a vida dela. Uma pessoa tão pequena e que tem me ensinado tantas coisas... e posso dizer que ela é a minha grande companheira, quem muitas vezes me dá tantos motivos para colocar um sorriso no rosto e encarar as coisas com mais serenidade.

A compra do presente para ela foi um capítulo à parte... estava super ansiosa e estressada, porque a minha host é bem enjoada com esta questão de presente. O que eu iria dar de presente para uma menina que tem dezenas de roupas diferentes no closet e milhares de brinquedos? Vários DVDs, livros dos mais variados tipos e tamanhos. Fora o monte de presente caro que ela irá receber das pessoas durante a festa de aniversário que será no domingo.

Rodei a semana inteira em diversas lojas, e dava vontade de comprar tudo, mas não dava para bancar um monte de presentes... Acabei me rendendo à um cachorrinho de pelúcia que tinha visto em uma loja de departamentos aqui perto de casa. Por mais que fosse simples e que eu tenha pago um precinho nele, era de coração e isto o que importa. Quando foi hoje de manhã deixei a sacola com o cachorrinho no balcão da cozinha, a minha host chegou perguntou se era pra bebê e eu disse que sim, ela tomou o café dela e foi trabalhar. Ok, quando ela voltasse a gente abriria...

De noite, os tios dela vieram para casa para visitá-la e trouxeram uma sacola cheinha de presentes... e advinhem o que aconteceu? Quando eles começaram a abrir, e mostraram para ela o cachorrinho que eu comprei, ela segurou ele e deu um abraço, dando risada, super contente. Pode ser que amanhã ela nem ligue para ele, mas pra mim já valeu a pena. Ver o sorriso de alegria dela bastou. Os tios compraram uma bebezinha e várias roupas, além de um quadro para colocar foto. Ela ficou com medo da bonequinha, mas queria a todo momento pegar o cachorrinho. Mais uma vez aquela coisinha pequena me ensinando uma grande lição... o que conta não é o valor do presente e sim a intenção e o carinho com que foi dado.

Sei que ela é pequena e não entende disto, mas eu fiquei tão preocupada em comprar um presente que agradasse à mãe, que a bebê quase ficava sem presente nenhum... Quando eu decidi pensar só nela, acertei em cheio! Assim como os presentes que eu trouxe para a minha hostfamily do Brasil foram super simples, e eles gostaram. Porque tudo o que eles quiserem, eles podem comprar, mas o amor... ahhhh este presente valioso não tem preço algum.

Hoje parei para pensar e lembrei-me que daqui a 3 meses é hora de arrumar as malas e ir para a minha nova família. Como o tempo passa depressa! Estou tentando me organizar para conhecer as cidades próximas daqui e cansar de ir à NYC! Ahhh, como vou sentir saudades de NYC!! Estou escrevendo a carta de recomendação da minha família e também reescrevendo uma versão mais simples da minha carta de apresentação para a próxima hostfamily ver. Hoje ou no máximo amanhã finalizo o processo de inscrição e aí eu coloco mais detalhes aqui como funciona a renovação. Já estou pedindo à Deus  para que assim como fui abençoada com esta família a próxima também seja uma benção para mim.

Este último mês foi bem agitado, e apesar da minha viagem para Niagara Falls ter ido por água abaixo (e até hoje eu não recuperei o dinheiro...), deu para aproveitar os finais de semana, que foram passados a maioria em NYC, com direito a segunda visita à Dona Liberty e novas amizades também. Entre perdas e ganhos, saldo positivo novamente!

Cada dia que passa o sentimento é mais do que dever cumprido, é a alegria de saber que a cada dia dou o meu melhor e estou me tornando um ser melhor também!

Beijinhos!! 

Postado por Li às 21h42
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Something is missing... what is missing??

Um dia muito, mas muuuuuuito especial... Sim, lá estava eu mais uma vez em Manhattan...

Estava superultramultimegahiperblaster ansiosa porque chegou finalmente o dia de assistir a apresentação do "Cirque Du Soleil" na Madison Square Garden. Esta apresentação chama-se Wintuk e  conta a história de um menino que mora em um lugar muito frio, mas que não neva e ele começa a conversar com pessoas para tentar descobrir o lugar onde a neve está. É muito, muito lindo!!! Os malabares fazem coisas incríveis, fiquei o tempo inteiro encantada com cada artista, com cada música... e eles cantam uma música logo no começo dizendo "Something is missing... what is missing??" e eu naquele encanto comecei a me identificar muito com aquele garoto, não pelo simples fato de sempre ter uma imensa vontade de ver neve, mas porque ele viajou muito longe e sozinho em busca de algo que ele queria muito encontrar, porque dentro dele estava faltando algo...

Bem, no final do espetáculo, ele finalmente encontrou a neve e eu chorei demais!!! Estava muito, mas muito emocionada! Não fiquei nem aí para o povo mal educado daqui, levantei da minha cadeira para aplaudir de pé, porque merecia!!!! E no final eles cantaram uma música dizendo: "Nothing is missing, nothing is missing", porque o menino finalmente encontrou o que estava procurando...

E eu como não viajo nem um pouco, comecei a perguntar-me se eu poderia cantar a mesma música dizendo: "Nothing is missing...". Muitas pessoas vão dizer que sempre estará faltando alguma coisa e é verdade... principalmente se você se deixar levar pelo consumismo absurdo que é este lugar, você vai sempre achar que está faltando alguma coisa e o pior de tudo é que você vai reclamar muito, de tudo, porque não vai conseguir adquirir tudo o que você quer...

Saí do teatro com este pensamento e com outros milhões de pensamentos. Aquele vento gelado maravilhoso no rosto, fazendo com que eu me sentisse viva, imensamente feliz, porque os meus olhos estavam contemplando a cidade que eu vi tantas e tantas vezes na TV e em fotos e eu estava ali, fazendo parte daquela massa, sentindo o sabor de poder simplesmente caminhar e observar as pessoas em NYC! Não vou deixar de aproveitar a jornada durante a conquista dos meus sonhos, porque é isto o que geralmente acontece... Tanto que se luta para se chegar até aqui, a gente tem que superar tanta coisa como saudade, idioma novo, cultura nova, na maioria das vezes um trabalho e rotina completamente diferente do que se tinha no país de origem, solidão, conflitos.

Uma vez uma amiga disse que eu estava com a oportunidade de mudar de vida, mudar de visto, ficar por aqui e ganhar mais, mas que se eu estava "conformada com a vida medíocre de au pair" pra eu extender mais um ano. Medíocre? Fiquei até um pouco ofendida, mas analisei a minha vida e sei que ela não tem nada de medíocre. Sim, eu ganho 158 dólares por semana, mas isto não faz com que eu tenha uma vida medíocre. Ahhhh, se eu tivesse mais verdinhas eu iria ter uma vida mais feliz, melhor. Será mesmo? Eu acredito que se você não se alegra com as pequenas e simples coisas da vida, por maiores que sejam as suas conquistas depois, sua alma nunca irá se satisfazer. Vou levando a minha vida de au pair, com alegrias e tristezas, adquirindo cultura, conhecimento, amizade verdadeira, idéias, quebra de preconceitos e tabus. Precisando lidar sempre com a barreira da comunicação, pois por melhor que seja o nível de inglês, a cultura diferente faz com que algo dito seja interpretado de uma outra forma, completamente diferente. Não quero jamais perder o brilho nos olhos, a esperança e a vontade de tirar os sonhos dos pensamentos e torná-los realidade.

Depois da apresentação, fomos almoçar e caminhar até a Times Square. NYC lotadíssima, apesar da temperatura estar por volta dos 3°C. Eu queria ver a árvore do Rockefeller Center. Disseram-me uma vez que era a coisa mais sem graça do mundo, mas eu fiquei imaginando o motivo desta descrição. A árvore "só" tem 21 metros de altura e é natural. Por enquanto não tem nenhum enfeite, e mesmo assim, já fiquei encantada imaginando como será vê-la cheia de pequenas luzes. Mais uma vez, as circunstâncias mostrando que tudo é apenas um ponto de vista.

Adorei estes dias ler o blog da Corine, ela contando sobre as emoções do vôo, do treinamento, encontro com a hostfamily, as atrapalhações com as coisas da casa, as crianças. Tudo novo, e como é bom o novo! Eu lembrei-me de como foram estes momentos para mim e de como as coisas mudam com o passar do tempo. O nosso olhar muda, o nosso foco muda, os sentimentos, pensamentos, tudo muda neste lugar! E li em algum lugar, (desculpem-me a falta de créditos, mas eu estou sempre lendo e a minha memória está pior do que a da Dory!) que aqui é o melhor lugar para você se conhecer. E eu concordo plenamente. E só por isto mesmo, a experiência é válida, única, inesquecível.

Precisava escrever algo, mas ainda estou aqui, analisando, pensando, sentindo, saboreando... porque a vida é agora!

Beijinhos!

Postado por Li às 02h17
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Hi, Miss Liberty!

Que eu adoro colocar meus pés em Manhattan, ninguém tem dúvida. Cada vez que desço do trem é como se eu estivesse lá a primeira vez. Adoro ver o encantamento das pessoas olhando ao redor, os ônibus turísticos circulando, ouvir vários idiomas.

Estar em NY me dá a sensação de "sim, isto é real." É engraçado assistir aos seriados e aos filmes e reconhecer os lugares que já vi com meus próprios olhos. Tem muito para se ver, para se fazer, para aproveitar e o tempo claro, tá correndo num tic-tac, tic-tac sem parar!!!!

Visita novamente à Dona Liberty. Não vou entrar em discussão sobre tamanho, até mesmo porque, eu nos meus 1,55m aprendi que altura não quer dizer coisa nenhuma. Estar naquela ilha e vê-la de pertinho é muito, muito bom! Estar dentro dela e aprender mais sobre sua história é melhor ainda. Nem o vento gelado tira a emoção do reencontro.

Vou sentir falta de NYC, sem dúvida nenhuma, mas nem quero pensar na despedida, quero aproveitar o quanto eu puder, sem cobranças. Semana que vem lá estarei eu novamente e não me importo de repetir as atrações, desde que seja algo que signifique muito pra mim. E Dona Liberty significa, sempre significou.

Quando chego em casa após um exaustivo dia, o envelope da Cultural Care me espera. Todas as informações e formulários para preenchimento do seguro para o 13º mês e o vôo de volta para casa. É um envelope tentador, sem dúvida nenhuma, mas agora estou apenas aguardando juntar o dinheiro para pagar a inscrição e preencher toda a papelada para que o meu application volte a ficar online e as famílias entrem em contato.

Estou em paz, sei que fiz a melhor decisão. Até aqui, me ajudou o Senhor, disto eu não tenho a menor dúvida! E se foi até agora, vai continuar sendo assim para a melhor. Confio Nele.

"...because freedom isn´t free."

Beijinhos!

Postado por Li às 01h49
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Dreams and Broken Heart

Olha que coisa mais engraçada...

Esta semana o tema que escolhi para escrever o texto da minha aula de redação foi sobre sonhos. Os sonhos que movem a gente durante a vida inteira, aquilo que a gente deseja do fundo da nossa alma que se concretize e pelo o que lutamos. Entrei no blog da Carol e ela estava falando justamente sobre sonhos. E lá fazia referência à um outro blog que estava com post sobre o mesmo assunto. Coincidência? Não, não mesmo...

Porque especialmente nas duas últimas semanas estou fazendo uma reavaliação dos meus objetivos, dos meus sonhos... porque estar aqui é sim uma das maiores realizações da minha vida, mas não é A maior realização da minha vida. Mesmo porque aqui não é meu destino final, nunca foi... é apenas um lugar para fazer conexão com a próxima e aí sim acredito, definitiva parada. E por causa disto estou tentando organizar pensamentos, sentimentos e ver que sonho é realizável ou não. Tentando manter sempre uma perspectiva positiva diante das situações, mas nem sempre dá para fazer isto quando se trata da segunda parte do título deste post: Broken Heart.

Uma vez me perguntaram em um comentário o porque que eu nunca tinha falado nada sobre a minha vida sentimental. Não sei... talvez porque não quisesse me expôr mais do que o necessário, talvez porque nunca tivesse sentido vontade. Fato é que como sempre, eu já testemunhei e ajudei diversas amigas com as questões do coração, principalmente quando o assunto é relacionamento à distância, fim de relacionamento... é barra, não adianta... é sempre difícil lidar com sentimentos, principalmente quando estamos pelas bandas de cá, sozinhas e sensíveis em todos os sentidos.

Enfim... porque eu decidi ficar mais um ano, meu coração foi partido. Parece que quando eu encontrei alguém que eu realmente gostasse e que realmente gostasse de mim, eu tive que fazer as minhas malas e vir pra cá. Ele já sabia, era apenas um colega de trabalho, depois virou confidente, depois grande amigo e companheiro e depois um amor. E quando chegou neste último estágio, eu tive que vir pra cá e para manter a minha sanidade e tentar ser justa e fazer as coisas certinhas (eu e a minha insistência em fazer tudo certinho) achei melhor não assumirmos nenhum relacionamento. Pelo menos na teoria, porque na prática ficamos mais unidos com a distância.

Ele quem passava horas e horas conversando comigo no msn quando eu não tinha nenhum amigo aqui, quem me fazia rir, quem me fazia companhia. Quantas e quantas vezes ele me ligou pra me dizer boa noite ou bom dia ou pra simplesmente dizer que estava com saudade. Ficamos muito, muito próximos e o medo de magoá-lo e me magoar fez com que eu voltasse a querer ser racional... era doído, querer tanto ter alguém perto quando este alguém estava muito longe, mas enfim, isto aqui não é um conto de fadas, é vida real... e com a distância veio a saudade, as cobranças, as discussões, as brigas, a saudade, o medo de perder, o esfriamento do sentimento...

Quando eu decidi ficar o segundo ano como au pair, ele me disse que tinha certeza que estava não somente renovando para um ano, mas que provavelmente eu nem voltaria mais para o Brasil. E ele tem razão. E aí a esperança acabou e já não havia tantas conversas, nem companheirismo, só a saudade. E de repente veio a frase: "Vamos ser apenas amigos.", vinda da parte dele. Eu não queria ser só amiga, fiquei magoada, falei um moooooooooonte de besteira na hora da raiva - ok, aprendi a lição...

Duas semanas depois a notícia: ele está namorando. A notícia veio tão rápida, de uma forma que estilhaçou o meu coração, mas não o condeno, eu o entendo. Não fui e não sou adepta do "vou sair pra beijar na boca". Então é esperar o coração se recuperar. Cada um escolheu o seu caminho e no dia que eu peguei aquele avião eu sabia que mais cedo ou mais tarde isto iria acabar acontecendo. O que me deixa triste no final de tudo isto é que eu não só perdi um amor, mas perdi um grande amigo, confidente, companheiro. Mas eu preciso seguir. Quem sabe um dia nas estradas desta vida a gente volte a ter contato, ou não.

Apesar do coração partido, eu to bem. Com fé no coração e pedindo a Deus que tudo dê certo e que me conceda muita sabedoria para lidar com as situações, para tomar decisões, para saber como agir e o que falar para as pessoas que estão ao meu redor e que me amam e principalmente para confirmar os caminhos ainda desconhecidos que pretendo seguir. "Encontrar alguém que te mereça e te dê valor" não é e nunca foi o meu objetivo aqui. Muitos me perguntam se eu já saí com alguém, se eu não tenho vontade. Eu não tinha porque o meu coração estava em alguém no Brasil. Daqui para frente eu não sei, sinceramente o que vai acontecer. Não vou sair procurando e nem vou ficar esperando isto. 

Uma amiga enviou uma música que traduz perfeitamente o que estou sentindo e que foi uma palavra de conforto. Divido com o mesmo carinho com que recebi.

Fim do desabafo. Vou continuar sonhando e realizando...

"Just Give It Time

Jon McLaughlin
Still waters, heavy hearts
The plans we made all fall apart
Disillusion and lost in the grave
And how can we fix a heart when it breaks?
Don't know how much more you can take

Just give it time
It's gonna get better
Now is not forever at all
Just give it time
Everything changes
Tomorrow comes, today will be gone
Everything's gonna be alright
Just give it time

Quiet landslide and nobody knows
Regretted decisions that nobody chose
Underwater, sinking fast
No way out, no way to get back
What might have been is lost in the past

Just give it time
It's gonna get better
Now is not forever at all
Just give it time
Everything changes
Tomorrow comes, today will be gone
Everything's gonna be alright
Just give it time

When the world you're in
Is still again
And it all fades out
You've reached the end
Begin again now
Now

Just give it time
It's gonna get better
Now is not forever at all
Just give it time
Everything changes
Tomorrow comes, today will be gone

Just give it time
It's gonna get better
Now is not forever at all
Just give it time
Everything changes
Tomorrow comes, today will be gone
Everything's gonna be alright

Everything's gonna be alright
Just give it time
"

Beijinhos!!!

Postado por Li às 02h01
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My first Halloween

Como foi o meu primeiro Halloween aqui nos EUA? Um dia praticamente normal...

A minha família não fez decoração na casa, além de colocar o espantalho perto da driveway e fazer com que eu tomasse uns bons sustos até eu me acostumar com a presença dele ali.

Minha host não foi trabalhar porque ela queria levar a bebê para passear na casa dos avós e alguns amigos, para que ela pudesse desfilar com sua fantasia. Eu queria que fosse algo mais fofo, mas ela ficou muito linda com a fantasia de Princesa Léia do Star Wars. Com direito a peruca e tudo, estava muito diferente. A partir da 1 da tarde então eu fiquei off, fui ao mercado e depois fiquei em casa de bobeira porque eu estava responsável pela distribuição de doces em casa (já que era a única que estava em casa também...).

Tocaram a campainha daqui de casa apenas 3 vezes, sendo que das 3 só pude atender duas pois a outra eu estava no pipi house. rsrsrs Tinham algumas fantasias bem legais mais achei algumas crianças meio sem-espírito-de-Halloween, nem disseram a famosa frase "Trick or Treat" e nem agradeceram os docinhos também, só duas meninas  que estavam umas fofuras.

E a moral da história é que sobrou um monte de doces aqui em casa e eu estou pensando em um jeito de me livrar deles, porque eu não posso abusar das gostosuras não!

Não comprei fantasia pelo simples fato de que eu não tenho nenhuma festa à fantasia para ir. Vou deixar esta parte de Halloween para aproveitar o ano que vem, espero que seja mais interessante do que este... agora já está todo mundo em clima de Thanksgiving e por incrível que pareça já tem um monte de lugar com decorações de Natal... eu só fico imaginando como será uma loucura esta época do ano... já decidi que não vou me matar para ficar comprando presentes para ninguém, afinal, eu sou au pair e não host :P

Beijinhos!!!!

Postado por Li às 08h37
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pegue a sua doll no TemplatesdaLua.com

.:: Um pouco de mim... ::.


Paulistana, 27 anos, vivendo a experiência de ser uma Au Pair nos Estados Unidos desde 12/02/2007. Eu "blogo" para expressar idéias, contar fatos e dividir experiências. Entre e fique a vontade!!!!



STATUS: 2º ANO - SHOULD I STAY OR SHOULD I GO??



.:: Extensão do Programa ::.

2º Destino:Tiburon - Sausalito, CA

Entreguei o application:19/11/2007
Aplication online:27/11/2007
Match:03/01/2008
Cheguei na hostfamily:13/02/2008


.:: Início do Programa ::.

1º Destino:Middletown, NJ

Agencia:Cultural Care/EF
Peguei o application: 10/06/2006
Inscricao: GANHEI DE PRESENTE DA MINHA AMIGA PENELOPE!
Entreguei o application: 27/07/2006
Aceite:07/08/2006
Match:04/09/2006
Visto:27/12/2006 - CONCEDIDO!
Embarque:11/02/2007
Cheguei na hostfamily:16/02/2007
Deixei hostfamily:12/02/2008 <


.:: Au Pairs ::.


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.: Anna - Annandale, VA :.
.: Andressa - Brentwood, CA :.
.: Bela - Los Angeles, CA:.
.: Carol - Montebello, NY:.
.: Cibele - Allen, TX :.
.: Corine - West Milford, NJ :.
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.: Larissa - Larchmont, NY :.
.: Lyvia - Baltimore, MD :.

.:: Ex-Au Pairs ::.


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