Because somethings are priceless
Hoje estava conversando com uma amiga no msn que há muito não batia um papinho... às vezes acontece, a pessoa está um tempão online, mas você está entretida com outras coisas e nem procura conversa... e como eu estava acompanhando o fotolog dela, meio que achava que estava tudo bem.
Engano! Nunca ache alguma coisa em relação à vida e aos sentimentos de uma outra pessoa, pergunte, e mais do que perguntar, escute em silêncio o que a pessoa tem a dizer... Enfim...
Quando perguntei a famosa frase: "Como você está?", ela falou que não estava bem, pois estava se recuperando de um acidente de carro. Cooooomoooooooo assim??? Isto mesmo... ela não podia falar no momento, então eu fiquei pensando nela e esperando que ela se recuperasse o mais breve possível... como ela mora na Califórnia e vocês devem ter visto na internet ou na TV que o Estado da Califórnia está praticamente em chamas a alguns dias, várias casas destruidas, muitos desabrigados... eu hoje perguntei pra ela se ela estava melhor e como estava a casa dela em relação aos incêndios e tal, aí ela conversou mais ou menos comigo contando como foi o acidente de carro, como ela estava enfim e ela pediu pra dar um recado para todas as meninas que eu conhecesse que iriam renovar o ano como au pair ou que iriam ser au pairs...
"Eu sei que o seguro completo é mais caro e pesa no bolso da gente na hora de pagar, mas se você levar em consideração a cobertura que ele te dá durante todo um ano, vira uma merrequinha... e mais do que isto, a sua tranquilidade e a tranquilidade da sua família que vai ficar no Brasil NÃO TEM PREÇO!!!! Tudo o que é despesa médica e odontológica aqui é muuuito caro e a gente pede a Deus que nos livre de qualquer acidente e doença, mas infelizmente às vezes a vida prega umas peças na gente e vai ser neste momento que você vai se arrepender amargamente por não ter pago os 400 e poucos dólares... Eu sei que na minha agência por exemplo, tem cobertura até de vôo para casa em caso de doença ou falecimento de algum membro da família, extravio de documentos, malas e o valor de despesas médicas é ilimitada! SEi que isto varia de agência para agência, mas leia a apólice inteira, por mais que seja chata, difícil de compreender, pergunte para as agentes, tire dúvidas, é muito importante vocês saberem do direito de vocês."
Bom gente, recado está dado! E amiga, força que vai dar tudo certo pra você!
Beijinhos!![]()
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Postado por Li às 22h49
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Coming back to reality...
Infelizmente tudo o que é bom, dura pouco, porém... o bastante para se tornar inesquecível!
E assim foram as minhas férias. Passar em casa sozinha foi estranho, mas recompensador por um lado, pois eu percebi que não preciso ir muito longe para encontrar a melhor companhia do mundo para fazer programas a qualquer momento: eu mesma! Sim, não é piração não, eu voltei a gostar da minha própria companhia e pude desfrutar de uma semana ótima de descanso mesmo ficando na casa da minha hostfamily.
Fui almoçar fora, fazer aula durante o dia, ver filmes até de madrugada, fui ao cinema, comprei roupinhas de inverno, tomei sorvete, fui ao mercado e a sessão de frutas e legumes me deixou com uma vontade imensa de cozinhar, então eu comprei escarola e refoguei, comprei uvas, melão, e me esbandei de comer, fui ao correio de bicicleta como fazia nos velhos tempos e pude curtir a beleza do lugar onde moro... agora com as folhas de várias cores, o charme da cidade ficou ainda maior...
E para fechar as férias com chave de ouro, eu e a Kati fomos para o Six Flags Great Adventure que fica numa cidade não muito distante daqui chamada Jackson. Chegamos às 11 da manhã e só saímos quando o parque fechou! É como se fosse "noites do terror" onde tinha monstros pelo parque e havia a decoração de halloween, mas para ser bem sincera eu não prestei muito atenção nisto, apenas aproveitamos o máximo que podíamos as maravilhosas montanhas russas daquele lugar!
Tá certo que eu ia meio que reclamando, morrendo de medo (mas um medo bom, se é que vocês me entendem), mas não amarelei em nenhuma fila... achei apenas que iria morrer em cada descida de cada montanha russa, mas tudo bem... e o pior é que nós compramos fotos que eles tiram de você na descida, as piores caras possíveis, estava estampado no meu rosto o meu pavor hehehe, mas deu para desestressar bastante, valeu a pena! Terminamos o passeio comendo lanche do Wendy´s dentro do carro estacionado ao lado da lanchonete mesmo, chegamos em casa 2 da manhã quebradas (no sentido literal) e afônicas.
Hoje foi gostoso rever meus hosts, todo mundo com cara descansada, mas o impagável foi ver a cara de felicidade quando a bebê me viu, ela abriu os braços na minha direção, abriu o maior sorriso do planeta e começou a acenar a mãozinha, e eu segurei ela no colo e dei um aperto bem gostoso nela... tava morrendo de saudades! Amanhã ela vai me contar as novidades das férias rsrsrs.
Já avisei a minha família que irei ficar o segundo ano, claro que eles ficaram meio assim, principalmente porque eu não voltarei ao Brasil antes do meu primeiro ano terminar por inúmeras razões que são maiores do que a minha vontade, mas todos compreenderam que a minha missão aqui ainda não está completa, então todos estão torcendo por mim nesta nova etapa. Comecei a analisar os possíveis lugares que eu gostaria de encontrar família, mas às vezes penso que não é bom limitar também, pois vai saber se o melhor que me espera não estará no Estado que eu quero ir?? Eu sempre quis ir para um lugar onde não houvesse problemas de desastre naturais como terremoto, tornado e Deus providenciou esta família aqui em Jersey, que todo mundo pode falar mal mas é super bem localizado!! Aqui estou perto de grandes cidades, além de estar perto de um monte de lugares interessantíssimos para visitar e conhecer. Vai ser bem difícil me mudar, mas valeu toda a experiência vivida, sem dúvida alguma!
Porque eu estou vivendo cada vez mais de forma a eliminar os "Se" da vida, é melhor viver do que ficar matutando como seria...
Beijinhos!!!
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PS: Obrigada pelos comentários!
Postado por Li às 22h39
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8 months with my hostfamily...
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Sim... já se passaram 8 meses desde a primeira vez que coloquei os meus pezinhos aqui... nem preciso dizer que o tempo voou né? Hoje a minha bebê completa 11 meses, ou seja, mês que vem será o primeiro e único aniversário dela que estarei com a família.
Por mais que a gente saiba que vai ficar aqui por algum tempo (porque nada é pra sempre...), é difícil pensar em deixar tudo pra trás... afinal, não é a minha casa, nem a minha família, nem meu país, mas é o lugar que a gente aprende a chamar de casa, pelo menos é o endereço que chega a nossa correspondência e as caixas das compras online. ![]()
Estou de férias, mas não viajei. E nem foi falta de vontade ou de planejamento. Tomei a decisão de estudar e acabei sacrificando a minha segunda semana de férias. Para compensar iria fazer uma viagem rápida para Niagara Falls no final de semana, mas o que aconteceu no meu final de semana foi uma sucessão de desastres. Fui dormir na casa da Kati, madrugamos para ir pra Manhattan e ir até Chinatown pegar o ônibus da excursão. Completamente empolgada, ficamos esperando até a agência abrir e aí explicamos para a atendente que a terceira pessoa (porque compramos um pacote para 2 pessoas que uma terceira iria grátis) não iria comparecer e a mulher disse que tudo bem. Esperamos mais uns 40 minutos até irmos para o ônibus, mas quando entramos no mesmo o guia turístico %$#@*&$ disse que se não pagássemos a taxa de 80 dólares pela pessoa que não apareceu não poderíamos ir. Coooomooooo assim? Não tinha nada no site, ninguém falou nada, ficamos tentando resolver por telefone e conversar com o "chefe" do guia turístico. O cara assinalou outros assentos pra gente e achamos que estava tudo certo quando ele estendeu a mão e disse "Eighty dollars" com aquele sotaque infernal e não deixou a gente entrar no ônibus. Ficamos como boas moças tentando conversar, dialoga, explicar que não tínhamos o dinheiro e aí ele falou que tínhamos 2 minutos para resolver, mas simplesmente entrou no ônibus e pediu para o motorista fechar a porta e foi embora. Eu no celular, e a Kati batendo na porta, gritando pra ele parar o ônibus, mas ele não parou. Na hora nem pro farol ficar vermelho ou aparecer polícia... revoltadas fomos na agência e as moças não quiseram fazer nada por nós. Disseram sinto muito e que não poderiam devolver o dinheiro. Revoltadas e inconsoladas, fomos procurar uma polícia pra saber o que poderíamos fazer. Acabamos indo até a Times Square, mas os policiais disseram que não podiam fazer nada, que o melhor era cancelar o pagamento feito pelo cartão de crédito. E é o que estamos fazendo. E eu que estava quase curada da minha birra com Ching Lings, voltou tudo de novo...
Acabamos ficando por NYC mesmo, passeando pelo Central Park de cabo a rabo, andamos no carrocel e ficamos fazendo poses e piruetas para tirarmos fotos engraçadas. E nisto, a minha máquina parou de funcionar, simplesmente não ligava. Deu vontade de chorar, de sair correndo pra casa e esperar apenas o dia acabar! Que raiva!!! Mas já que estava "na esquina do mundo" o melhor a fazer era aproveitar e tentar eliminar coisas que quero fazer antes do meu ano de au pair terminar em NYC. E neste dia eu pude tirar 2 coisas da lista.
Depois de muito andar fomos até o Rockefeller Center para ir até o topo do prédio. Julgamos que seria a melhor opção pois poderíamos ver o Empire State Building e escolhemos ir no final da tarde para pegarmos o entardecer e ver as luzes se acendendo. Infelizmente devido a grande procura só pudemos subir 6:45 da noite, mas mesmo assim valeu a pena. Enquanto esperávamos reencontrei uma au pair da alemanha que fez orientação junto comigo. Conversamos bastante, foi gostoso porque ela me reconheceu no meio da multidão. Um amor... (e tem gente que fala mal pra chuchu das alemãs...). Voltamos pra casa à noitinha já e no domingo fizemos o passeio mais cultural do ano rsrss, fomos visitar dois faróis que ficam aqui perto, o memorial de 9/11 do condado e fomos para a praia que fica na pontinha do estado... e por isto mesmo, bem à nossa frente é possível ver NYC. A gente não se cansa desta cidade e eu sei que vou sentir muita, muita falta...
Então, como estava dizendo lá em cima... estou de férias e em casa sozinha, meus hosts viajaram e eu fiquei e estou dando comidinha para o peixe e para o cachorro. Melhor eu do que ter que olhar pra cara de alguém de manhã e de tarde e já que estou aqui, não custa nada alimentar os bichinhos... Muita coisa mudou desde que cheguei aqui, claro... a gente chega encantada com tudo e com todos e não conseguimos enxergar devido ao nosso deslumbramento as coisas como elas realmente são. O tempo vai passando e a gente vai conhecendo um pouco mais as pessoas que estão ao nosso redor e a situação com maior clareza. Dá tristeza ler alguns blogs e ler uma lista enoooorme de xingamentos aos hosts, às kids e se você começar a ler os arquivos, é esta mesma família que é coberta de elogios e que parecem ser a família perfeita, que te ama, que te valoriza, que te dá atenção. É por estas e outras que agora eu tenho cautela com as palavras e mais do que nunca, sou uma pessoa que observa e espera pra ver.
Meus hosts são pessoas ótimas, respeitam o meu espaço e dão a liberdade que eu preciso pra viver e ser feliz aqui. Às vezes sinto falta de um relacionamento mais próximo, com conversa, tempo desprendido juntos, mas dá para entender o lado deles também. Achei apenas uma enooooooorme sacanagem eles terem contato para a família inteira e para a minha conselour que sairiam do programa antes de contarem para mim, que era a maior interessada, pois se soubesse da decisão deles, eu certamente teria tomado outros rumos desde que voltei das primeiras férias em julho.
Vivo aqui sem arrependimentos, dou o melhor de mim para aproveitar o máximo possível, mas como ser humana eu tenho os dias que quero ficar só, que tenho medo, que tenho receios, que tenho solidão, saudade, mas consigo conviver com isto... por mais que esteja triste um dia e por mais que aquele dia pareça que nunca termine, uma hora passa, portanto, a melhor coisa a fazer é tentar distrair a cabeça, ler um livro, chorar, ver TV, sair pra caminhar. No outro dia com certeza você já se sentirá melhor. E mais uma vez eu digo e repito. Não compare a sua vida com a vida da au pair do lado. Ninguém é igual e cada um vive a vida da sua maneira, que julga trazer maior prazer e felicidade.
Eu to aqui falando de um monte de coisa e não to falando dos 8 meses né? Vamos lá então...
Tudo que fiz até aqui, valeu a pena. Eu jamais imaginei quando coloquei os meus pés aqui o que iria acontecer e este sentimento eu sei que todo mundo tem. As experiências, até mesmo as ruins, foram ótimas para o meu crescimento pessoal e é só nisto que estou pensando no momento. Quando eu peguei o avião no Brasil decidi que iria cuidar de mim, realizar os meus sonhos. Carreira profissional é importante sim, mas agora é o meu momento. Vou deixar pra pensar sobre isto no próximo ano que já está tão próximo... A única coisa que eu tenho me cobrado muito é com relação ao meu inglês. Melhorou muuuito sem dúvida, mas a gente percebe que está aperfeiçoando nos primeiros meses, depois parece que dá uma estacionada. Eu sei que inglês perfeito será difícil de conseguir, mas eu posso me esforçar para ter o melhor possível, e por isto mesmo eu decidi que vou estudar por conta pela internet. Ler e aprender palavras novas nunca é demais. Na minha listinha de coisas para fazer, com certeza esta é uma delas!
Com relação à troca de família, acho que ninguém nunca contou como é que funciona... bem, eu vou explicar porque não é algo tão rápido como possa parecer. Primeiro você recebe uma carta da agência quando está faltando mais ou menos 4,5 meses para o seu ano como au pair terminar. Eles sugerem uma conversa com a hostfamily e já vem uma brochura falando sobre datas de envio dos documentos, o que você precisa fazer, o valor do seguro completo (caso vc queira fazer) e a "taxa". É preciso preencher novamente um aplication, mas muito mais simples dizendo se você quer ficar com a mesma família ou não, o tempo de permanência que você quer ficar e se você deseja ir para um determinado lugar. (que é não é garantido, mas é priorizado na busca por matches). Aí você escreve uma carta que será apresentada para a sua nova hostfamily, coloca umas 3 ou 4 fotos de você com a sua atual hostfamily e paga a taxa. Bom, a partir daí o processo é igualzinho o anterior... seu application fica online e eles começam a colocar famílias para conversar com você, uma por vez até que você faça o match. Isto é o que acontece com as meninas que vieram pela Cultural Care, mas creio que nas outras agências não deva mudar muito o processo... ouvi falar uma vez que au pair que está aqui, não pode ser cadastrada no GAP, porque é motivo de "expulsão do programa". Foi o que alertou pessoalmente a LCC de uma amiga que veio pela APIA e aí a minha amiga tirou o perfil dela do site, mas eu vou conversar com a minha conselour pra saber se eu posso procurar famílias por lá, porque se você faz referência a uma família, você ganha um bônus de 200 dólares =P, e também não precisa ficar esperando os matches da agência.
Eu por enquanto nem comecei a preencher o application online, eu tenho até a metade de novembro pra fazer isto, então estou sem pressa. A pressa agora é pra aproveitar tudo o que tem de bom aqui por perto porque eu estou sentindo no meu coração que vou pra longe daqui. Também sinto que será uma ótima família e que vai me ajudar com meus planos futuros. Estou torcendo por isto.
E agora é correr porque a contagem está ficando cada vez menor, apenas 4 meses para o meu primeiro ano como au pair terminar!!! E faço minhas as palavras da cantora Natasha Bedingfield:
I am unwritten, can't read my mind, I'm undefined
I'm just beginning, the pen's in my hand, ending unplanned
Staring at the blank page before you
Open up the dirty window
Let the sun illuminate the words that you could not find
Reaching for something in the distance
So close you can almost taste it
Release your inhibitions
Feel the rain on your skin
No one else can feel it for you
Only you can let it in
No one else, no one else
Can speak the words on your lips
Drench yourself in words unspoken
Live your life with arms wide open
Today is where your book begins
The rest is still unwritten
I break tradition, sometimes my tries, are outside the lines
We've been conditioned to not make mistakes, but I can't live that way
Staring at the blank page before you
Open up the dirty window
Let the sun illuminate the words that you could not find
Reaching for something in the distance
So close you can almost taste it
Release your inhibitions
Feel the rain on your skin
No one else can feel it for you
Only you can let it in
No one else, no one else
Can speak the words on your lips
Drench yourself in words unspoken
Live your life with arms wide open
Today is where your book begins
The rest is still unwritten...
Beijinhos!![]()
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Postado por Li às 17h14
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It´s official now...
Acabei de conversar com a minha LCC, pois tinha enviado um email para ela para saber mais notícias, o que eu precisava para dar início ao novo processo, pois sei que tenho que preencher novamente um application mais simples, escrever uma carta para a nova família, colocar fotos com a bebê e a família (que eu só tenho uma e está péssima!!)... a medida que eu for sabendo das informações eu vou escrevendo aqui...
Tanta coisa pra pensar novamente... fico pelas bandas daqui ou vou para as bandas de lá? Ainda não sei é hora de sentar e redefinir as metas para poder decidir em que lugar gostaria de ir. O engraçado é que a minha LCC já sabia da resposta dos meus hosts... ela ligou para eles assim que se passou a última reunião e que eu já tinha dito que gostaria de renovar. A resposta foi a mesma "A bebê precisa se socializar!".
A minha LCC me deixa de orelha em pé... ela começou a falar que há mais 2 au pairs em rematch aqui na área... uma das duas inclusive é uma menina que eu tentei manter contato, mas nossos horários não batiam de jeito nenhum. A própria au pair da minha LCC também entrou ou já está saindo de rematch. Ela disse que elas não "work out together", e ainda acrescentou que era uma pena que eu não estava disponível agora... (vou encarar como elogio, mas eu conheço a fama dela!!).
E mais uma vez eu vou dizer para as meninas que ainda estão entrando em contatos com as famílias: prestem atenção em tudo o que eles falam!! Pergutem!!! Não tenham vergonha, pois é um ano da vida de vocês que está em jogo! Se há algo que não goste, negocie, mas deixe tudo esclarecido antes de vir pra cá, porque quando você chegar, as coisas certamente não irão mudar.
E eu agora, pela segunda vez vou passar pela escolha das famílias. Se eu disser que não estou ansiosa estaria mentindo... porque é tudo novo, de novo! E o desconhecido fascina, mas também assusta. A grande diferença é que adquiri um pouco de experiência e não estarei sentada na poltrona da minha casa esperando o meu telefone tocar. Serei cobrada muito mais também por conta da experiência como au pair e isto dá arrepios. Mas se estou aqui, vou encarar o desafio e confiar que novamente tudo vai dar certo!
Beijinhos e boa sorte pra todas nós!!![]()
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Postado por Li às 23h44
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A new path
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Os dias tem sido loucos. Quando eu disse que as mudanças estavam chegando não imaginei que fossem tantas e ao mesmo tempo. Pois bem.
Por maior que seja a minha imaginação, eu não tenho idéias malucas do nada...
Aproveitando que uma corretora de imóveis veio em casa hoje duas vezes: uma para tirar fotos da casa e outra com um casal para olhar a casa eu previ o óbvio: meus hosts colocaram a casa a venda e a partir de agora, a qualquer momento do dia posso receber simpáticas visitas para olhar tudo, inclusive o quarto que eu durmo e o banheiro que eu uso. Nem em sonho posso deixar a cama desarrumada ou roupa fora do cesto... rsrs.
Foi a minha host chegar em casa e dei uma de Joana-sem-braço. Aí ela me contou que eles olharam uma casa e estão tentando vender esta primeiro para comprar a outra. Pode ser que demore meses, mas pode acontecer rápido também, ninguém sabe...
Aí foi a minha deixa maior... disse para ela que havia chegado uma carta da Cultural Care semana passada e que eu precisava até o final do mês responder pra eles se eu iria extender o programa ou não. E se caso fosse extender, se iria ficar com a mesma família. A cara que a minha host fez não precisava nem de resposta. Ela trocou um olhar com o meu host dizendo: "E agora?". Ela falou que se eles continuassem no programa definitivamente eles ficariam comigo... mas que ano que vem eles estão pensando em colocar a bebê na escolinha.
Aí não disse o ok, que é a resposta comum que a gente dá quando não entende alguma coisa... perguntei:"Então ano que vem a bebê vai para a escolinha?". E ela disse claramente que sim, pois ela não quer que ela fique isolada de outras crianças, se isolando socialmente. Que quando eles vão para festas, eles percebem que ela fica meio na dela, não entra muito em contato com as outras crianças.
Meu coração na hora partiu. E a conversa terminou com um "I wish that you would be near, so we will be able to see you.". Meu host perguntou como ficaria a questão do visto e eu expliquei como funcionava a documentação para que eu ficasse aqui legalmente, mesmo sem tirar outro visto e expliquei que desta forma, não iria poder ir pra casa se quisesse durante o ano que vem.
Fui para o meu quarto e chorei. Respirei fundo e agora é esperar e pedir para que Deus abençoe o novo caminho que vou seguir e que da mesma forma como Ele me concedeu uma boa família pra eu morar o meu primeiro ano, que o segundo seja tão bom ou melhor quanto este.
Uma pessoa muito especial também resolveu dizer adeus. Alguém que me deu muita força durante todo o tempo que estou aqui, durante o período que isto aqui era apenas um sonho e o atendimento dos usuários mal-educados e ranzizas era uma realidade. Foi o carinho dele que muitas vezes me fez suportar tanta coisa triste, momentos difíceis de medo, dúvida e solidão. Acontece. Cada um escolheu o seu caminho e esperamos que as escolhas nos levem direto para um lugar chamado: sucesso e felicidade.
Os sentimentos estão misturados, muito misturados. Mas agora pelo menos eu sei como direcionar os meus passos. Torçam por mim!
Beijinhos!![]()
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Postado por Li às 18h37
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Nicknames...
A coisa mais engraçada e estranha que existe por aqui é como eles costumam chamar as crianças.
Nós chamamos de fofo, gostoso, coisa linda, anjinho, enfim, coisas bonitinhas né... eu comecei a reparar nos apelidos que chamam a bebê e achei que seria no mínimo algo interessante para se relatar aqui, para que talvez você não dê risada quando ouvir ou achar que está ficando maluca.... hehehe
PUMPKIN - abóbora, aquelas grandes que eles enfeitam no Halloween. Alguém pode me dizer qual é a relação de uma abóbora com uma bebe?
CUTIE PIE - torta fofinha. ???
MONKEY - Isso mesmo, macaco! Deve ser porque as crianças são arteiras né?
BUNNY - Coelhinho. Será que é porque eles pulam o dia inteiro??
PEANUT - Amendoim. Este pelo menos eu sei!! rsrsrs, as pessoas que são pequenas eles dizem que são do tamanho de amendoim =P
Post totalmente "cultural".
Beijinhos!![]()
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Postado por Li às 13h41
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Changes are coming soon...
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"...therefore do not worry about tomorrow, for tomorrow will worry about itself. Each day has enough trouble of its own." (Matthew 6:34)
Sou o tipo que gosta de aventuras, de coisas novas, da emoção do desconhecido, porém, sou o tipo de pessoa que ODEIA ter que dar um pause nos planos porque estou esperando alguém ou alguma coisa acontecer. Fico extremamente ansiosa, apesar de saber que isto não é nada saudável e que principalmente o estômago e as roupas logo notarão este período.
Daqui a quase 2 semanas completo 8 meses com a minha hostfamily e eu ainda não tenho a menor idéia se vou ficar com eles ou não. Já tenho decidido que apesar do lado "ruim", os aspectos positivos são muitos maiores e retornar para casa agora seria deixar algo incompleto. Tentei puxar assunto com eles marcando uma reunião de "feedback", o meu maior erro foi fazer isto justo agora, na verdade eu queria arrumar uma desculpa pra poder tocar no assunto da renovação... mas este é o tipo de coisa que deveria ser feito sempre. Se você tiver coragem de dar a cara pra bater, deveria marcar reuniões de "feedback" com a sua hostfamily. Isto nada mais é do que eles terem a oportunidade de dizer o que estão achando do seu trabalho, de você, do relacionamento com eles. Claro que todo mundo vai pra este tipo de reunião esperando ouvir somente coisas boas, mas esteja principalmente aberta para ouvir críticas e sugestões. É para isto que feedback serve e mesmo que você não concorde, pegue tudo o que lhe foi dito e coloque numa peneira, tudo é aproveitável, até mesmo a parte ruim.
Pois bem, eu deixei aberto pra eles escolherem um dia para esta nossa reuniãozinha e acabou acontecendo por acaso sábado de manhã enquanto eu estava tomando café e os dois ao redor da bebÊ dando o café da manhã dela. Em suma, meu host como sempre ficou na dele e a minha host usou 5 minutos para dizer tudo o que ela gostaria. Resumão ela disse que está satisfeita com o meu trabalho com a bebê, mas quando eu ia engatilhar a pergunta crucial, a bebÊ começa a chorar e os dois saem da cozinha para colocá-la para dormir...
Passei a semana inteira angustiada, fazendo mil teorias malucas na minha cabeça, imaginando várias situações e por consequência sofrendo também com todas estas minhas teorias... sou a versão dramática e feminina do garotinho do desenho "o fantástico mundo de Bob". E por conta disto eu estava deixando de viver o hoje, o agora preocupadíssima com o que iria acontecer lá pra frente.
Depois de vários puxões de orelhas das minhas amigas, eu tentei me acalmar, juro que tentei, mas mesmo não tocando no assunto estava super incomodada (e descontando na comida, sem dormir...). Até que um anjo me chamou a atenção de que eu não devo me preocupar com isto... que da mesma forma como eu superei tantos obstáculos para simplesmente colocar os pés aqui, eu iria passar este momento... que se eu renovar com a mesma família (que é o meu desejo) que vai dar tudo certo e que se não renovar, irei encontrar uma hostfamily igual ou até melhor do que esta. Que eu preciso acreditar e confiar em Deus que Ele sempre está olhando por mim e sei que da mesma forma como Ele tem cuidado até agora, irá cuidar de mim mais pra frente também.
Aliás, foi lendo um trecho do sermão do monte que eu repensei tanta coisa na minha vida e resolvi mudar. Sim, aproveitei este momento de outono, mudança de tempo, mudança nas árvores e fazer também mudanças na minha vida em todos os sentidos. E saber que posso enfrentar a feíura, escuro e frio do inverno, mas logo logo tudo volta a ser primavera.
Ainda bem que muitas não passam por esta situação, é a família quem já chega intimidando e fazendo a tão temida pergunta do "Vai ou fica?", eu só queria compartilhar com vocês este momento e mostrar pras meninas que estão começando o processo que não adianta... ansiedade e paciência são coisas que vão te acompanhar por toda a tua vida... não só como au pair e é a forma como você lida com isto que pode definir sua miséria ou sua felicidade.
Beijinhos!![]()
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PS: Fiquei muito contente em conversar com algumas meninas, saber que as informações que coloquei neste blog foram úteis pra vocês. Eu adoro este cantinho e o mantenho com muito carinho, viu! A todas que estão entrando, são ou sairão desta vida de au pair... Que Deus abençoe!
Postado por Li às 21h06
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My week as an au pair...
Bom, depois daquele post viagem total resolvi escrever algo "útil" por aqui. rsrsrs, já tinha pensado nisto e a Fabiana havia solicitado pra eu falar um pouco sobre o meu dia a dia como au pair. Bom, se você não consegue viver com rotina, você está praticamente perdida, porque depois de algum tempo, você vai perceber que com exceção dos finais de semana, seus dias são exatamente o mesmo.
Lembrando que eu eu tenho uma bebê que agora está com quase 11 meses de idade, esta é a minha típica semana:
Segunda-feira
Acordo 6 horas da manhã, como faço todos os santos dias. Enrolo os básicos 5 minutos jurando que da próxima vez eu durmo mais cedo no domingo. Geralmente é o dia de maior preguiça.
6:30 estou na cozinha esperando meus hosts descerem para ir trabalhar. Ligo a televisão para saber das notícias e claro, a previsão do tempo. Começo efetivamente a trabalhar quando os dois saem de casa, e isto varia muito, mas nunca é mais tarde do que 7:20 da manhã. A bebê acorda entre 7:00 / 8:00 da manhã, mas tem dias que ela acorda cedo, como 6:00/6:30 então assim que eu subo começo a trabalhar. Preparo a mamadeira dela e como ela toma sozinha, eu fico sentada no sofá com ela. Quando ela termina brincamos um pouco até eu colocá-la no cadeirão e ir prepara o mingau de aveia (argh!). É hora de comer e isto depende da boa vontade dela... tem dias que demora 15 minutos, tem dias que demora mais de meia hora. Junto com o mingau ela come alguma papinha, eu geralmente dou alguma fruta.
Quando acaba o café da manhã é hora de brincar no chão enquanto eu lavo a louça. Tenho que ficar de olho pra ela não bater a testa nas quinas, não puxar o rabo da totó e nem se meter em encrenca. Quando termino de lavar a louça, saio catando as roupas sujas dela que estão em um cesto na sala, e dois em seu quarto, além dos milhares de cobertores que ela espalha pela casa, pois agora ela não vive sem um. Coloco as roupas na máquina de lavar e vou dar banho nela.
Assim que termina o banho, hora de trocar e colocar pra mimi. Vocês acham que passaram só algum tempo, mas a esta altura do campeonato já são quase 10 da manhã, que é o horário que ela geralmente tira a primeira soneca. Eu torço pra durar bastante, assim eu posso ter um tempinho pra mim. A primeira soneca demora entre 1:30 a 3 horas. Neste tempo eu não estou off, apesar de não ter o que fazer... então vou colocar emails em dia, ver algum filme, ler as notícias do Brasil na internet, bater papo. Quando a nap é longa dá até para começar a preparar o meu almoço.
Quando a bebÊ acorda provavelmente já lavei as roupas coloridas e brancas, então eu dobro e guardo. Troco mais uma vez a fralda e antes do meu almoço, é a vez do almoço dela. Uma mamadeira. Levo a totó para ir ao banheiro e aproveito para levar a bebê para tomar um ar fresco. Volto para casa e coloco a bebê num brinquedo onde ela senta e tem várias coisas ao redor dela. É o meio mais seguro para eu terminar de cozinhar meu almoço e poder comer. Ai já deve ser mais ou menos 1:30 da tarde.
Ficamos brincando de esconde-esconde, com os bonecos, ela engatinha pela casa inteira e treina levantar-se sozinha. Leio algum livro pra ela ou ficamos brincando de fazer caretas. Quanto mais ela brincar mais cansada ficaremos. Dou outra mamadeira e ela vai para a segunda soneca, que geralmente é de 1:00.
Quando ela acorda, por volta das 4 da tarde, ela toma outra mamadeira e se não estiver chovendo, vou dar uma volta com ela vizinhança. A volta completa dá mais ou menos 40 minutos. O bom é que sempre paramos para ela observar as plantas, as árvores, então às vezes gastamos mais tempo. Ela adora brincar com as folhas, ver os pássaros, então eu passo algum tempo com ela lá fora. Dou outra mamadeira para ela e já está quase na hora da minha host chegar, que é por volta das 6h da tarde.
Eu estou um bagaço, mas a bebê está feliz, limpinha e alimentada. Como alguma coisa de jantar e desço para o basement. Tomo banho, vejo tv, converso com as amigas pelo msn. Vou dormir lá pela 12:00, por mais que eu tente dormir mais cedo não consigo e aí vem o outro dia...
Esta é praticamente a minha rotina, o que eu faço. Porém, às terças e quintas o tio da bebê chega aqui 8 hora da manhã e fica até as 11h, então eu estou off para fazer o que eu quero (ou o que a preguiça permite fazer.Às vezes eu aproveito este tempo quando preciso ir ao correio, e aí não tem jeito, vou pedalando mesmo porque o carro está com o meu host. É bom porque além de me exercitar, dá para aproveitar a paisagem. Às vezes vejo filme, às vezes vou dormir mesmo.). Às terças também eu tenho aula das 7:00 às 9:45 da noite, então eu saio de casa 6:30 para ir para a faculdade e às quintas eu tenho laboratório de escrita (algum professor vê a sua redação e dá opiniões de melhorias.) Na quarta-feira à 1 da tarde a vó da bebê passa aqui para pegá-la e eu estou completamente off pelo resto do dia. Nunca vejo uma tarde voar tão rápido quanto as tardes de quarta-feira!!! Quando estava quente, era a tarde que eu sempre passava na piscina hehehehe. Sexta-feira é mais ou menos o esqueminha da segunda e nos finais de semana e feriados eu estou off. A filosofia aqui em casa é assim: se um dos meus hosts estão em casa, ou algum outro parente está aqui para ficar com a bebê eu estou off.
Final de semana é sempre uma caixinha de surpresas. Geralmente são os dias que eu aproveito para viajar, vou visitar a Kati ou outra amiga que mora próximo, vou ao cinema, à NYC, ou curto a maior preguiça em casa, vendo um monte de filmes no canal on demand que eu não pago nada.
Nada de glamurosa a minha vida, eu sei, mas por mais que a descrição seja a coisa mais boring do mundo, eu me divirto e tento aproveitar o máximo possível a minha estadia aqui. Para as meninas que tem crianças maiores, a rotina é beeem diferente, mas vai cair sempre na mesma palavrinha: Rotina, por isto que uma qualidade que você tem que ter pra ser au pair para conseguir manter a sua sanidade mental por aqui é paciência!
Beijinhos!![]()
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Postado por Li às 09h46
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What hell I´m doing here???
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Não, não estou homesick. Muito pelo contrário, estou bem e acho que não volto tão cedo para o Brasil, apesar da saudade dos que estão lá. Mas estes dias aconteceu algo muito diferente, no mínimo engraçado.
De repente eu acordo e olho ao meu redor. Levanto-me, troco de roupa, escovo os dentes, ajeito o cabelo e subo pra cozinha. A nossa totó começa a fazer barulho e pra evitar dela acordar logo a bebê, levo ela pra fazer suas necessidades na grama em frente de casa. Parece mais frio do que o dia anterior, eu adoro o tempo assim... céu limpinho, mas a brisa gelada no rosto. Acho que vou gostar muito do outono.
Então eu entro e o meu host vem com a bebÊ no colo. É festa todo dia praquela menina... Nunca vi alguém acordar tão bem humorado! Toooodos os dias sem exceção ela já acorda dando risada, brincando. Queria acordar todos os dias daquele jeito, qualquer dia peço pra ela me contar o segredo dela.
E aí olho ao meu redor e me dou conta das milhares de fotos que existem pela casa. Fotos de quando os meus hosts ainda eram namorados, das inúmeras viagens que fizeram, do casamento, do nascimento da bebê. Trocentas milhões de fotos da bebê quando nasceu -meu Deus como era feinha! - e aí me dou conta que aquelas pessoas, por mais que eu goste e me dê bem, não são a minha família. Um belo dia, vou colocar minhas roupas nas mesmas malas e vou sair daqui, e provavelmente nunca mais voltarei a pisar aqui novamente.
Pensar nisto deu calafrios. Estou fazendo parte da vida deles por um tempo pré-determinado. Depois, apenas fotos e recordações sobrarão. Parei e me dei conta que a língua que eu falo e escuto não é a minha, o carro que dirijo não é o meu, a casa onde moro não é minha, a família ao meu redor não é a minha família... a TV que eu assisto, o sofá que eu sento, o computador que eu utilzo... tudo isto vai ficar pra trás, não é meu.
E aí eu penso: I don´t belong here!!!!!! Coisa doida, completamente maluca este negócio de au pair. Não dá para culpar as meninas que não conseguem se adaptar, que tem homesick, que tem crises de identidade... se eu não tivesse um objetivo muito forte em minha mente e coração, provavelmente já teria enlouquecido.
E pra finalizar este post viagem-total, comecei a matutar com a Kati o que é esta vida de au pair... deixamos nossas vidas para trás, só não conseguimos definir se foi com um pause (quando retornarmos teremos a mesma vida, com as mesmas pessoas e muitas vezes terminar projetos que foram abandonados) ou se entramos em um Universo paralelo (tipo Matrix, que você vê que a vida que você vive não é de verdade). Bom, deixa esta históra pra lá... nem sei por que eu estou escrevendo isto aqui...
Beijinhos!![]()
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Postado por Li às 09h03
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